sábado, 17 de outubro de 2015

Xavier Rudd - Spirit Bird (2 hours)


" Pela dança, voltamos ao ventre materno. Foi lá, nesse oculto abrigo, que libertamos o primeiro tambor e executamos os primeiros movimentos de embalo. Foi lá que fomos peixes, fomos água, adormecida onda, incessante maré. "


Mia Couto

E tudo o que temos que fazer é render-nos


"A duração média de um abraço entre duas pessoas é de 3 segundos.
Mas os pesquisadores descobriram algo fantástico.
Quando um abraço dura 20 segundos, há um efeito terapêutico sobre o corpo e mente.
A razão é que um abraço sincero produz uma hormona chamada "oxitocina", também conhecido como a hormona do amor.
Esta substância tem muitos benefícios na nossa saúde física e mental, ajuda-nos, entre outras coisas, a relaxar, a sentir-mo-nos seguros e acalmar os nossos medos e ansiedades.
Este maravilhoso calmante é oferecido de forma gratuita cada vez que temos uma pessoa em nossos braços."
Por isso, vamos "abraçar-nos" mais!!!
E vamos partilhar, para que mais pessoas possam abraçar-se também smile emoticon

Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente acreditam que o poder realizador reside no interior de cada ser humano, sempre que alguém descobre esse poder algo antes considerado impossível se torna realidade.

Albert Einstein

Molda-se por dentro
a chave com que me abro.


Mia Couto
No livro "Vagas e Lumes"

* A GRANDE LIBERTAÇÃO DA CRIANÇA INTERIOR: OS ESPELHOS E O CAIR DAS MÁSCARAS


A minha criança é expansiva, criativa e espontânea; não tem muros. A minha criança é alegre e poderosa e chora quando lhe dizem: "Não podes". A minha criança sonha com asas e acredita que as tem e fica triste quando lhe dizem que as asas com que sonha não são reais. A minha criança entra em choque quando é confrontada com os limites, não compreende, assusta-se muito. Um dia a minha criança disse para ela mesma que talvez estivesse errada e, portanto iria esforçar-se por ter uma conduta semelhante aos outros, de forma a que todos gostassem dela e rapidamente mergulhou na sua própria solidão, como escape ás exigências que a rodeavam e nunca se conformou.
Esta é a minha criança e eu escrevo sobre ela na primeira pessoa, porque sei que ela representa a criança com a qual muitos de vós se vão identificar de imediato.
Ora esta criança está a renascer. Está a olhar de novo para ela própria e a perceber que trilhou um longo caminho com o intuito de se valorizar. Está a ser confrontada com todas as suas feridas e com a consciência de que não quer mais aprofundá-las; que de facto é um ser único, com características e vontades próprias e que só isso merece todo o seu respeito.
E o que é que está a acontecer? Todo o acumular de tensões que desviaram essa criança de todo o seu potencial atingiu o limite. A imagem mais próxima que me surge é o saltar da rolha de uma garrafa de espumante. De repente, a nossa criança está a esvaziar tudo aquilo que não lhe pertence sem possibilidades de controlar este processo.
O que eu vos sugiro é que, de facto, não travem este processo, porque ele é muito libertador. É importante sermos fieis a essa criança, pois ela está em resgate da sua presença que é única e infinitamente criativa.
Não dá mais para fugir desta criança e acreditem que é ela própria que cria as tensões à sua volta para gerar esta libertação. Por isso, o que nos rodeia não é mais que um espelho das nossas próprias feridas.
A criança que somos está a pedir que nos desfaçamos de todas as máscaras. Por isso é tão importante ser fiel aos vários estados de humor, simplesmente expressando-os sem condicionamentos. É assim que se desfazem as máscaras!
Vamos estar gratos à criança que somos e aos espelhos à nossa volta, pois são eles que nos mostram as feridas. As máscaras nós criámos ao longo de todo o processo de formatação da nossa criança que foi confrontada com a ilusão de que expressar as fragilidades é sinal de fraqueza.
Todos estamos a sentir este apelo à libertação da criança,o que leva a que todos sejamos espelhos uns dos outros. Conseguem compreender que é um trabalho do individual disponíbilizado pelo colectivo, ou seja, por todos nós?
Este processo é acompanhado de uma tomada de consciência quase imediata das feridas pessoais de cada um, o que facilita o respectivo reajustamento.
Abraço-vos muito! heart emoticon
Helena Isabel, em profundo abraço com a minha criança interior heart emoticon