terça-feira, 21 de janeiro de 2014

:)



chegará o dia em que as balas serão pássaros. tu saberás do amor das árvores ao amanhecer, quando as raízes deixarem a casa para se alimentarem da terra. no silêncio, escreverás poemas sobre o tempo, a música e a eternidade e regressarás ao sorriso e à contemplação. quando, por fim, questionares o tédio e a rotina, saberás que no princípio não existe a resistência: nem às palavras, nem aos afectos. todos os sentidos se encontram apenas com o belo e o eterno.

helena isabel

:)


 
 
escrevo para o vento, para a nuvens sem destino
escrevo palavras-água, dissolvendo o tempo
escrevo o amor nas asas dos pássaros,
na sinfonia das cigarras, dos grilos, das rãs;
nas flores que dançam livres nos campos ...

ou à beira dos caminhos

quando não penso danço como essas flores
em movimentos simples, doces, imprevisíveis.
abro os braços e digo baixinho: "sou uma flor"
e logo tudo se transforma ao meu redor
e dentro de mim.

finalmente, dos meus pés nascem raízes
que perfuram a terra e se alongam, multiplicam,
aprofundam até ao coração da mãe

helena isabel, com a ponta dos dedos a arder
 

amar-nos profundamente...

 
Julgamento /Criticismo ... versus ... descriminação...
Vimos à Vida aprender a Liberdade... de sermos e irradiarmos quem somos sem condicionamentos do exterior.... para assim pudermos fazer a fusão de todas as partes de Nós e sermos Unos conosco próprios...
Numa primeira fase seguimos esse impulso querendo levar todos a ser Unos conosco... a serem como Nós... valorizarem o mesmo que Nós... agirem ...
como Nós.... Amarem como Nós.... enfim temos a ilusão da Unidade... que sermos UM é sermos todos iguais....
Equívoco....
As experiências de inter relação nos levam ao verdadeiro crescimento... aprendermos a ser Unos conosco primeiros.... respeitando as emoções e formas de pensar e agir onde ainda buscamos manipular os outros e assim nos sentirmos seguros...
Ao nos confrontarmos com a oposição dos outros criamos os egos que envolvem a ilusão da Unidade.... criticamos... julgamos... exigimos... e assim pelo confronto dos outros vamos aprendendo e crescendo....
Então entramos noutra fase de crescimento... pois ao entrarmos na primeira fase de aprendizado da liberdade , aprendemos a respeitar as escolhas dos outros... a aceitar a diferença... a dar esse espaço de liberdade aos outros.... mas um novo campo de ilusão se apresenta.... o equivoco da Unidade... de uma forma subtil continuamos no mundo da manipulação...
Como?...
Tendo a ilusão de que ser Uno com o outro é submeter-me a experiências que nada de criativo já têm... onde já não estamos a aprender nada ... a interacção não devolve crescimento... mas pela ilusão da Unidade permanecemos...
O Passo seguinte é aprendermos a descriminar.... o que é útil , criativo, evolutivo para o nosso crescimento.... e o que não é....
Então não termos a ilusão e muito menos a auto exigência de que temos que permanecer e ser mártires ... onde queremos no fundo não sentir as emoções que os outros nos devolvem... não agir em conflito.... não pensar daquela forma....
Assim nos tornamos vitimas e manipulamos a nossa evolução...
Abdicamos da nossa felicidade...
Entramos em guerra conosco próprios...
Que falta de liberdade....
Afinal damos a liberdade ao outro e não a damos a Nós...
Liberdade de saber dizer não... esse não é o meu caminho.... não quero isto na minha vida.... escolhas que então nos devolveram novas experiências...
Outros virão.... novos espelhos.... construtivos e criativos....
Um dia seremos esse Amor incondicional... essa Paz resgatada.... onde amamos toda a sombra sem divisão....
Mas para chegar a esse estágio teremos que nos amar profundamente...
Sabermos nos desapegar de todas as formas de desejo de Unidade....
Seremos então pura irradiação de Amor....

hoje estou muito feliz! o meu conto "A Lua e o Sol" foi selecionado para a Antologia "Conta Essa História Outra Vez"... Grata!



Era uma vez a Lua e o Sol... 

O Sol brilhou para a Lua, numa tarde de Verão, e disse-lhe: 

- Olá! Eu sou o Sol! Estava aqui entretido a ver o Mundo a girar, as pessoas a andarem de um lado para o outro e as plantas a crescerem, quando de repente olho para o lado e vejo a Lua mais redondinha de todo o Universo…

A Lua baixou os olhos, porque era muito envergonhada, e sorriu. Como estava quase a chegar a Noite, o Sol despediu-se, prometendo que se encontrariam de novo.

O Sol veio muitas vezes para perto da Lua e ambos ficaram a saber a cor favorita um do outro, os sabores, os lugares, as canções... 

Um dia o Sol disse à Lua: 

- Acabei de dar um abraço ao Mar e de lhe pedir um desejo. Faz o mesmo!...

E a Lua que, por acaso, estava à beira do Mar, abriu os braços o mais que conseguiu, fechou os olhos e pediu ao Mar que a levasse para sempre para junto do Sol. 

Entretanto, o Sol e a Lua encontraram-se para darem um grande abraço. 

A Lua estava branca e luminosa e o Sol trazia um sorriso nos lábios, tão grande que podia abraçar o Mundo. 

Era um Sol grandioso ou seria uma Lua imensa? – ninguém percebeu.

O Sol e a Lua foram ver o Rio. Por eles passou outro Sol e outra Lua, a brilharem um para o outro e a abraçarem o Mundo.

A Lua olhou para o Sol e disse-lhe: 

- Foi assim que eu sonhei contigo…

O sorriso do Sol cresceu ainda mais… e todos os Planetas, todas as Estrelas, todos os Sóis e todas as Luas do Universo os aplaudiram…

Quando a Noite chegou, o Sol adormeceu e a Lua ficou a olhar para o Mar, a sonhar com o Inverno onde, abraçados, nunca mais passariam frio…

Ainda hoje, o desejo da Lua e do Sol está a navegar no Mar…

Helena Isabel Teixeira
 

sábado, 18 de janeiro de 2014

sabedoria dos anjos: escolha a paz

 
 
Com Sharon Taphorn
16 de Janeiro, 2014
 
Escolha o caminho da Paz.
 
Ouça a verdade do seu coração, pois você sabe o que fazer ou que atitude tomar, quando escuta com o coração aberto. Há sempre uma alternativa pacífica e quando você pensar em suas várias opções, pergunte-se: “O que traz os maiores sentimentos de paz ao meu corpo e mente?” 
 
E, então, aja a partir deste princípio e você estará fazendo o que é certo e melhor para você.E, também, o melhor para todos, pois você é, realmente, uma parte do outro.
 
Esta base interior de paz tem um poderoso efeito de cura.
 
Entregue todos os problemas ou preocupações aos seus anjos e nos permita tirar o seu stress e opressões. Sua vida exterior começará a refletir a sua paz interior. Caminhos suaves se encontram a sua frente, e o pior está agora atrás de você. Um novo dia está se manifestando a cada dia.
 
Um início novo e estimulante, com uma perspectiva pacífica irá elevar a sua energia e o ajudará a manifestar as suas intenções para o seu mundo.
 
Afirmação: “Estou em paz. Eu tenho sempre uma escolha de estar em paz comigo mesmo, com a minha vida e o meu mundo. Eu escolho a Paz.”
 
E assim é.
 
Você é muito amado e apoiado, sempre
 
Os Anjos
 

 
Por favor, respeite todos os créditos.
 

contos indianos: o pássaro e eu

 
Era uma vez um pássaro tão belo que, ao perceber a sua beleza e grandeza espiritual, quis mantê-lo junto a mim aprisionando-o numa gaiola.
Consegui durante anos mantê-lo no cativeiro o qual procurei construir o mais bonito, agradável e aconchegante possível. Dia após dia, ao mesmo tempo em que cuidava dele e o protegia, também, sem perceber, cerceava seus movimentos, restringindo-os àquele pequeno espaço que o cercava e não o deixava alçar vôos mais altos. Era difícil para mim dividi-lo, deixar que abrisse suas asas e voasse mais longe. Tinha receio de que não voltasse, tinha medo de perdê-lo; mas, com essa atitude, não percebia que não só o prejudicava como também impedia outras pessoas de ver a beleza e escutar o canto libertador desse pequeno grande pássaro. Ele veio para anunciar a aurora de um novo dia, dar uma nova mensagem com o seu canto diferente, bonito, mas ao mesmo tempo ameaçador; porque ensinava a todos que a liberdade vinha através do conhecimento de quem somos e este conhecimento independe de credo, raça ou cor.
Passei anos escutando este canto, mas ainda assim não conseguia libertar o pássaro; cada vez o queria mais junto a mim, mais próximo, como se nessa proximidade eu me tornasse pássaro também. Algumas vezes abria a porta da gaiola e permitia pequenos vôos, sempre restritos a ambientes fechados para que ele, ao exercitar suas asas, tivesse a impressão de liberdade.
Um belo dia, Nataraja, o Senhor da Dança, sem que eu percebesse, escutou o seu canto e se enamorou. Viu que este canto libertador precisava ser ouvido por mais pessoas e não poderia ficar confinado naquele pequeno espaço e, então, iniciou a sua dança; e a cada passo que dava ia abrindo sulcos na terra e destruindo as grades da gaiola. À medida que o pássaro iniciava seu vôo eu ia caindo nos sulcos abertos na terra pelos pés de Nataraja, o que me impedia de manter o pássaro aprisionado. Cada vez afundava mais e mais, parecia estar num grande cânion sem fim e, por mais que eu me debatesse e tentasse segurar nas bordas ou nas fendas da terra, afundava cada vez mais.
Em um dado momento, percebi que quanto mais tentava me segurar, mais profundo me parecia o cânion e mais dolorosa a queda e o sentimento de perda que ele representava. Perdi literalmente o chão e não conseguia visualizar terra firme, perdi as forças e deixei de lutar. Abandonei-me, a essa altura, às lembranças dos sons do canto; comecei a ser envolvido pela beleza e a graça dos movimentos da dança da criação e da destruição do Senhor Nataraja; à medida que me abandonava àquele ritmo contagiante, as fendas foram pouco a pouco se fechando e fui começando a escutar os sons do pássaro de uma maneira mais abrangente e, na profundidade do meu Ser, já não chorava mais pela perda. Ao contrário, sorria de alegria por poder, agora sim, compreender a liberdade que o canto do pássaro me propiciava e dançar livremente ao som dele como fazia o Senhor da Dança e do Conhecimento.
Hoje em dia, o pássaro consegue levar o seu canto libertador por todos os rincões do nosso país; mais pessoas têm acesso ao conhecimento, e eu, continuo dançando como Nataraja, ao som dele, podendo vivenciá-lo em todos os momentos da minha vida, pois agora, trago o pássaro e o seu canto no meu coração.

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